Liberdade para voar

Suelen Bauer

Foto: Pexels

Ao analisar a vida, temos a percepção geral que coincide com liberdade. Liberdade extrema, na qual exercemos o que quisermos, mas após o ato libertário, nós haveremos consciência de responder a nós mesmos. Os humanos possuem essa facilidade de uma forma melhor.

Ao decidir, em um momento da vida, que você não quer mais permanecer sozinha e passar a ter uma liberdade limitada, dá para optar em conhecer um cara novo, conquistar uma nova amizade, adotar um cachorro, possuir um cavalo ou comprar um pássaro. Esses três animais são totalmente diferentes e agem para conosco de formas diferentes. O cachorro nos procura para receber carinho, pois está carente. O cavalo, pode ser seu melhor amigo ou pior inimigo. O pássaro tem asas para voar o mais alto possível, mas ele pode permanecer em terra firme junto contigo, basta fazer ele querer ficar.

Eu deveria de escolher… Pássaro! Por quê? Porque eu tenho a mesma liberdade que a dele e quero fazer ele ficar, sou capaz disso, podemos voar juntos! Não quero um cachorro que me procure, é fácil quando temos as coisas em mãos. Um cavalo? Ele pode me trair, sabendo disso eu não devo arriscar, e não por que eu não sou capaz de mudar esse acontecimento, mas eu tenho a consciência que isso é de natureza própria do animal.

Um macho e uma fêmea. Dois pássaros no qual passaremos a dividir liberdade. Nos primeiros momentos em seu novo lar, assustados, observadores, inquietos, sua respiração representa a angustia que sentiam naquele momento, eu não queria isso para eles, mas acreditava que tudo iria se ajeitar.

Na gaiola, no meu quarto, pus eles a dormir, mas os mesmos não descansaram naquela noite, porque eu também permaneci acordada preocupada com meus novos companheiros. Mas a todo momento eu me pergunto. Será que estou dividindo uma liberdade ou estou cortando totalmente a deles? Tenho medo da resposta, pois eles me fazem feliz.

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